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2016

10 Tendências de consumo para 2016

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O ConsumerLab, da Ericsson, estuda o comportamento dos consumidores há 20 anos e lançou o seu último relatório com as 10 tendências mais fortes para 2016, baseado numa pesquisa realizada em 40 países, inclusive no Brasil, representando 68 milhões de cidadãos que vivem em grandes cidades.

No resumo, o ConsumerLab destaca as principais mudanças: todas as tendências envolvem internet, os consumidores de vanguarda já não são tão importantes e o consumidor é quem dita as regras do jogo. O estudo mostra em números o que vivemos – que os aspectos concretos da vida estão cada vez mais ligados ao digital: compras, trabalho, socialização, TV, estudos, viagens, música, alimentação e exercícios são apenas alguns exemplos. Isso acontece por conta da integração mobile, possível graças às velocidades do 4G ou do WiFi, mais que banda larga fixa. As atividades online são cada vez menos dependentes do nosso entorno.

Os consumidores de vanguarda, os early adopters, que foram importantes há algum tempo, já não são tão fundamentais. Os novos produtos e serviços estão alcançando massa crítica de mercado em questão de anos. Isso mostra que o tempo entre a descoberta e adoção geral é cada vez menor, principalmente por conta do uso da internet. Os serviços são valorizados, inclusive, pelo número de pessoas que os utilizam – quanto maior o número de pessoas, mais valor.

Há poucos anos atrás, o relatório dizia que a internet influenciava os consumidores. Hoje, os consumidores usam a internet para influenciar sua rede. As resenhas, opiniões, petições online e atividades de compartilhamento são a regra e não mais a exceção. Embora nem todos sejam ativistas, estão todos prontos a usar seu clique para conseguir seus objetivos.

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  1. Estilo de vida conectado
    O efeito em rede atinge 4 de cada 5 entrevistados, que são beneficiados com o compartilhamento de opiniões e experiências publicadas online.
  2. A Geração do Streaming
    Os adolescentes lideram o consumo de vídeo no YouTube – 27% dos entrevistados entre 16 e 19 anos assiste 3 horas de vídeo todos os dias. Todos os dias são publicados mais de 300 horas de vídeo na plataforma. Esta geração consome o mesmo volume de música por streaming. E note-se que 59% do tempo de consumo acontece em aparelhos mobile.
  3. Inteligência Artificial acaba com as telas
    A Inteligência Artificial – e a chegada da Internet das Coisas – começa a permitir a interação além do smartphone. 85% dos usuários acreditam que usarão acessórios usáveis (como smartwatches) nos próximos cinco anos. E metade dos entrevistados acreditam que poderão falar com os equipamentos como fazem com pessoas.
  4. Digital é vida
    A Realidade Virtual, possível através de aplicativos e óculos. O consumidor quer a tecnologia para fazer compra online, navegar em mapas e até imprimir em 3D alguns itens – talheres, brinquedos e peças para reposição, inclusive.
  5. Casa com sensores
    Os tijolos são a próxima fronteira. 50% dos entrevistados acredita que nos próximos 5 anos as construções serão capazes de informar os moradores sobre vazamentos, mofo ou problemas elétricos.
  6. Passageiros inteligentes
    O transporte é questão central no dia a dia das pessoas em todo o mundo. Semanalmente, as pessoas passam cerca de 20% mais tempo em deslocamento que no lazer. E querem usar este tempo de forma produtiva – e para isso querem conexão permanente com a internet. Além disso, informação sobre lotação em tempo real e formas de pagamento unificadas que facilitem o uso das diversas modalidades de transporte.
  7. Socorro online
    As pessoas querem novas formas de contato com os serviços de emergência. Seja através de aplicativo, como a possibilidade de informar ocorrências através de redes sociais é algo que 55% das pessoas acham que pode acontecer nos próximos três anos.
  8. Seremos biônicos
    Os consumidores estão cada vez mais investindo em bem estar, seja monitorando ou quantificando suas atividades através dos aparelhos disponíveis. A próxima geração destes monitores pode ser através de implantes – 1 em cada 3 entrevistados tem interesse em implantes que mostrem informação online sobre o que veem ou ouvem.
  9. Tudo pode ser hackeado
    Os usuários estão cientes e são sensíveis às brechas de segurança. 18% reduzem a confiança em empresas que têm problemas de segurança e metade acredita que estes problemas serão parte do dia a dia em 3 anos.
  10. Usuários jornalistas
    Os consumidores compartilham mais informações online e acreditam que dessa forma a aumentam sua participação na sociedade em que vivem. O resultado? 34% dos donos de smartphones que tiveram uma má experiência com um produto ou serviço compartilham o fato publicamente, em tempo real. Semanalmente 29% dos entrevistados tomam conhecimento de experiências ruins de outras pessoas e 27% compartilham ou repostam estas más experiências.

    A expectativa é ser ouvido – e mais: 37% acreditam que faz mais sentido publicar a informação sobre uma empresa corrupta que ir à polícia.

Infográfico: adaptação do relatório original do ConsumerLabs.

Foto: Jon Ottosson, Unsplash