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Tecnologia

11 tendências na tecnologia em 2016

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Quais serão as novidades na tecnologia de pagamento para 2016? O site Payments fez uma lista dos principais avanços. Eles ajudam a tornar o e-commerce mais eficiente, inteligente e afinado com seus clientes.

1. Saber qual é a compra antes que você decida

Prever o futuro não é mais coisa de ficção científica. As marcas hoje precisam saber o que seus clientes irão comprar antes mesmo que eles tomem a decisão. Com análise inteligente de dados e previsão, os departamentos de marketing podem selecionar e atingir compradores que irão fazer uma compra antes mesmo que cheguem à loja. Isso permite saber com precisão quem tem interesse em sua marca ou produto e aumentar sua participação de mercado rapidamente.

2. Saber o futuro, em vez de olhar o passado

O físico Prof. Dr. Michael Feindt, que deixou o CERN para criar sua empresa de análise preditiva diz que a análise de dados mudará. Em vez de analisar a informação histórica, vamos prever o que acontecerá no futuro em bases contínuas.

Os negócios podem aprender com a comunidade científica a fazer isso e também precisam aprender que uma base de dados rápida não pode entregar soluções futuras. Isso é um meio para conseguir grandes volumes de informação, mas analisar esse volume, aprender novas relações e treinar as aplicações para construir um algoritmo automatizado de máquinas que podem tomar decisões em tempo real exige algoritmos científicos e do negócio. Só recentemente as aplicações comerciais estão emparelhando com as científicas. 2016 será o ano em que mais e mais líderes entenderão a diferença entre uma base de dados e uma aplicação de previsão e a Gartner concorda com isso.

3. Hackers tentarão invadir as empresas através dos telefones dos funcionários

Os criminosos digitais vão cada vez mais usar os dispositivos móveis para acessar as redes empresarias. Os pesquisadores de riscos já pagaram uma recompensa de US$ 1 milhão por um acesso remoto ao iOS. E já aconteceu um caso com o Android também. Os dois foram alvos de ataques de cavalos de troia e os usuários destes dispositivos infectados – quer sejam da empresa ou do funcionário – podem facilmente se conectar à rede empresarial, expondo informações sensíveis aos atacantes.

4. Faltarão talentos na programação

Nos próximos cinco anos haverá uma grande falta de talentos na área digital. A demanda por profissionais da área de segurança da informação deverá crescer em 53% até 2018. Por conta disso, os postos de segurança tendem a ser terceirizados. Além disso, os produtos precisam melhorar e ficar mais inteligentes para atender às mudanças no setor de pagamentos – e as empresas privadas precisam conseguir investimentos para manter os profissionais interessados.

5. Drones em teste para entregas no mesmo dia

A entrega no mesmo dia é bastante possível nas cidades – embora seja mais difícil fora delas. Um desafio é o aumento de caminhões nas estradas, aumentando as emissões de carbono, quando o mundo luta para baixa-las. Os drones podem ser a saída para fazer entregas no mesmo dia, mas existem diversas questões legais que ainda precisam ser exploradas e trabalhadas.

6. Internet das Coisas faz a inteligência artificial avançar

Não é humanamente possível interpretar todos os dados que são gerados por todos os sensores e dispositivos conectados à rede. Portanto, máquinas que aprendem tenderão a ser cada vez mais comuns. A maioria dos serviços voltados ao cliente do Google é suportada por inteligência artificial. É provável que em 2016 esses casos de uso cheguem aos negócios. Isso levará a aplicativos inteligentes que combinam os contextos (através de sensores, beacons ou geofencing) e máquinas que aprendem a oferecer recomendações mais adequadas. Um exemplo é um médico usar um aplicativo de iPad para avaliar os dados do paciente e receber uma sugestão de tratamento.

7. Sequestro de sistemas

O sequestro de sistemas – modalidade em que os cibercriminosos limitam o acesso ao sistema e pedem o pagamento de um resgate para remover a restrição – tende a atingir outros sistemas operacionais além do Windows. Espera-se que os próximos alvos sejam os dispositivos Android e os notebooks da Apple.

8. Convergência da computação móvel e desktop

O smartphone já é o equivalente moderno do canivete suíço: funciona como telefone, despertador, relógio, TV, mapa, carteira e, graças aos avanços no hardware poderá ser também um computador pessoal. Os dispositivos poderão se conectar seja através das portas USB-C ou até mesmo através de conexões sem fio seja a monitores ou às TVs. Isso pode conferir aos aplicativos e serviços um novo uso. O que foi criado para funcionar bem em pequenas telas pode ganhar novas funcionalidades se serviços em telas maiores.

9. Empresas vão combinar big data e inteligência artificial

As grandes empresas já usam a inteligência artificial para aperfeiçoar a eficiência de seus robôs de um jeito mais eficiente que qualquer cérebro humano. Isso ainda é usado por poucos e tende a ser uma prática adotada por todos. Como um cliente, você não saberá que usa inteligência artificial – simplesmente perceberá que os aplicativos e os negócios estarão mais sintonizados com suas necessidades. Os aplicativos fitness saberão que você ficou até tarde na festa no sábado e vão te fazer treinar forte no domingo. Os bancos poderão ir além do monitoramento de fraude e poderão aumentar a eficiência dos investimentos de acordo com o seu estilo de vida. O grande negócio é construir serviços que resolvem problemas reais – um objetivo muito falado do uso de big data que tende a acontecer de verdade este ano.

10. Buscas mais rápidas graças ao aumento da memória

O avanço da tecnologia está provocando uma queda no preço das memórias, permitindo que mais e mais empresas possam revelar todo o seu potencial e entregar resultados mais claros, visuais e em tempo real.

Não se deve subestimar a capacidade de processamento. É um fator decisivo para processar rápida e eficientemente os crescentes volumes de dados estruturados, semi-estruturados e não estruturados em tempo real. As operações em tempo real ajudarão os negócios a melhorar muito as relações com seus clientes, gerar mais vendas com preços definidos sob demanda e permitem aos times de marketing disparar campanhas em resposta às tendências do momento, como o clima, por exemplo, ou dar respostas imediatas aos seus clientes.

11. Mais pagamentos sem contato

As mudanças nos pagamentos em geral são lentas. Por exemplo, o pagamento sem contato está no mercado desde 2008 e ainda não é aceito na maior parte do mercado. Com novos leitores esta pode ser uma realidade. No exterior, todos os cartões de débito devem ser sem contato até o fim de 2016. É muito provável que os cartões de crédito acompanhem a tendência para se manterem atualizados. E a onda de mudança deve chegar ao Brasil em breve – afinal, os grandes bancos já estão se preparando para isso.

Imagem: Perspecsys Photos, CC-BY-SA

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