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Cross Docking ou Estoque dedicado: qual é a melhor opção

Cross Docking ou Estoque dedicado: qual é a melhor opção

O sucesso de um e-commerce vive uma relação íntima com o gerenciamento do estoque, que leva ao ponto principal de quem decide investir em vender pela internet: a taxa de conversão, ou seja, a lucratividade da empresa. O metro quadrado do espaço de armazenamento de produtos não é o único ponto a ser analisado no processo. Inclusive, há teorias a respeito dos sistemas ideais para atender a demanda do pequeno, médio e grande varejista virtual e também do comércio eletrônico que trabalha sob demanda.

http://blog.jetecommerce.com.br/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gifPara esse empresário, que comercializa produtos customizados ou até mesmo perecíveis, o mais indicado é que adote a técnica conhecida como Cross Docking, onde não há o armazenamento prévio dos produtos. O sistema de distribuição just in time aparece como uma evolução do conhecido processo de estocagem. Com ele, as compras são feitas a partir de pedidos executados ou próximos de ser efetuados. Justamente por isso, o custo é mais reduzido.

Cross Docking ou Estoque dedicado: qual é a melhor opção


Por ser operacionalmente mais simples, o Cross Docking já é utilizado por empresas de tamanhos variados. Ainda assim é mais indicado para o pequeno empreendedor, que sem um estoque maciço dos produtos reduz perdas financeiras com uma equipe própria, depreciação do item, entre outros. Como consequência, o empreendedor virtual estará mais vulnerável ao fornecedor e também deverá aumentar os prazos de entrega. Ainda existe o lado positivo de oferecer aos clientes um leque maior de artigos para compra, já que não será necessário manter os produtos em estoque.

Estoque dedicado

Talvez a frase mais odiada pelos e-consumidores seja “Produto não disponível” e, claro, as suas variações. Ela leva à perda das vendas e provavelmente de alguns clientes, que insatisfeitos correm para os concorrentes. Por isso, ainda é válido para alguns empresários optar pelo estoque dedicado ao comércio eletrônico. Aquele em que um galpão é preenchido de itens, com preferência dos mais procurados. O problema é que invariavelmente ele trará despesas de manutenção de equipamentos, de pessoal, espaço ocupado por m2.

Em qualquer circunstância, mas especialmente quando se trata de estoque dedicado, o empresário precisa cultivar um bom relacionamento com os fornecedores, para que em situações de risco como as de flutuações de vendas – demanda acima do comum, que acontece inesperadamente –, ele possa contar com prazos mais curtos de entrega dos produtos.

Manter uma quantidade generosa dos produtos mais procurados diminui a possibilidade de pecar contra o desejo do cliente de comprar imediatamente. Ele com certeza sairá em busca (orgânica) por outra loja. De acordo com Daniel Ribas, coordenador de novos negócios da JET Tecnologia em Comércio Eletrônico, ter o chamado estoque de segurança reduz bastante os riscos de perder vendas por ineficiência na gestão do estoque. “Trabalhar com fornecedores mais ágeis é um ponto importante. Em sua companhia vêm custos menores de manutenção dos produtos e um estoque mais reduzido”, explica.

Físico x Virtual

A empresa física que parte para a atuação virtual pode utilizar conjuntamente apenas um estoque, que atenda a demanda operacional dos dois ambientes de venda. Para esta opção, as duas empresas precisam de um único sistema para o planejamento dos recursos empresariais, o chamado ERP. A unificação dos processos impede a venda de produtos esgotados e até mesmo o atraso nas entregas, que quebra a relação de confiança do cliente com o site de comércio eletrônico.

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