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Mobile cresce no e-commerce brasileiro

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Menos de um ano depois do Mobileggedon, os números começam a chegar. No último trimestre de 2015, a Criteo constatou que 19% das transações no e-commerce brasileiro foram feitas em dispositivos móveis. Os celulares são os dispositivos preferidos em 81% das transações realizadas.

Segundo este estudo, no mundo inteiro, os móveis respondem por 30% das compras no e-commerce – e, sim, a maioria vem de equipamentos da Apple. A tendência de usar diversos aparelhos na compra também se confirmou. O cross-channel alcançou 52% das transações do e-commerce brasileiro – e em 19% das vezes o cliente usou um dispositivo móvel.

Em um terço das compras cross-channel fechadas no desktop os consumidores acessaram as lojas em ao menos um dispositivo mobile. Nas transações concluídas no mobile, um terço dos consumidores também navegou antes no desktop e, vale ressaltar, mais da metade acessaram apenas mobile browsers ou dispositivos móveis.

A Criteo destaca a importância de aplicativos que permitem fazer compras direto pelo dispositivo móvel – algo que gera um faturamento crescente. De acordo com a empresa, varejistas e marcas que oferecem apps intuitivos e que removem barreiras para fazer compras têm registrado crescimento nas vendas. Entre os comerciantes que priorizaram a experiência mobile, os apps representam 54% das transações mobile na indústria varejista e 58% na indústria de viagens. Os varejistas que oferecem apps para compras alcançaram 286% mais visualizações de produtos do que os que oferecem apenas sites mobile, alcançando um índice 90% maior de pedidos.

Há mais informação disponível sobre as compras em ambiente mobile. Segundo a pesquisa Total Retail 2016, da PwC, no Brasil, 56% dos entrevistados dizem ser influenciados por resenhas, 51% comparam preços em seus celulares dentro das lojas, 70% tendem a comprar em lojas internacionais se os preços forem menores e 22% preferem produtos de fornecedores locais sempre que houver disponibilidade.

O importante é notar que enquanto na China 65% dos entrevistados compram em seus dispositivos móveis, nos EUA são 22% que fecham negócio nos smartphones. O mobile costuma ser a forma escolhida porque é mais natural para os chineses, que não tiveram desktops em casa – e esta é a principal razão do lento avanço do mobile no Ocidente como também é a razão que move os que só têm o smartphone para navegar e comprar em seus aparelhos.

Para saber o futuro do mobile, é preciso olhar para a China. O ambiente lá é muito mais conectado e mais bem trabalhado. E lembrar que a jornada de compra vai além do checkout. O telefone também é a fonte de pesquisa, busca de recomendações e compartilhamento de experiências.

A pesquisa da PwC mostra que os brasileiros pesquisam mais dentro da loja que a média global – de 35,7% -, mas ainda não usam o smartphone para buscar cupons e códigos promocionais – prática frequente em outros países. Além disso, o comportamento muda de acordo com a categoria do produto. Em segmentos com menor diferenciação, como eletroeletrônicos, livros, música, filmes, há muita pesquisa e comparação de preço online. Já em alimentos, vestuário e material de construção, as lojas físicas marcam presença – e há menos comparação de preço.

A prática de showrooming – ir à loja para tirar dúvidas ou ver o produto pessoalmente – é onde o brasileiro precisa trabalhar. São necessários vendedores com profundo conhecimento de produto e capazes de ajudar na compra. A possibilidade de ofertas personalizadas e em tempo real é muito bem aceita pelos brasileiros – 36% gostam muito da ideia. Simplificar o checkout físico, fazendo o pagamento diretamente ao vendedor, também é uma preferência nacional.

Segundo Ricardo Neves, sócio da PwC e líder de varejo e consumo, em entrevista ao Mundo do Marketing, o varejista tem que surpreender na loja, na entrega ou na logística para se destacar. A exigência do consumidor aumentou e a diferença entre o fornecedor estará na execução.

É importante entender o comportamento dos consumidores enquanto salta de um dispositivo para outro, entre navegadores e aplicativos, para conseguir oferecer uma experiência de compra adequada e personalizada para cada uso.

Foto: Unsplash

 

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