A precificação de produtos é muito importante e está longe de ser apenas mais uma tarefa administrativa/financeira, pois ela impacta diretamente o número de vendas e os resultados gerais da empresa.

Para fazer uma precificação eficiente, é necessário conhecer os fatores que influenciam essa definição. Alguns deles são o custo fixo do seu negócio (especialmente em relação à estrutura), o custo com o fornecedor e despesas de suporte e logística.

Além desses, há outros, como a demanda existente, a concorrência e o perfil financeiro do seu público-alvo. Esses são elementos que permitem flexibilizar os preços com base no cenário encontrado.

Para detalhar mais como esse processo acontece, listamos alguns tópicos que ajudam a entender como fazer uma análise que permita uma precificação de produtos bem elaborada.

Detalhamento dos custos

Já mencionamos a importância de saber quanto se gasta, mas aqui vamos aprofundar um pouco mais essa questão. Ter ciência dos seus custos implica em conhecer todos os pontos do seu negócio, pois isso influencia o preço final.

Algumas práticas indicadas para conhecer de forma mais exata os seus custos fixos são usar ferramentas de controle de gestão (softwares, planilhas etc.) e também fazer avaliações internas dos números do seu negócio de forma frequente.

Essa última ação ajuda em vários fatores, como identificar produtos que vendem menos e podem ser colocados em promoção ou produtos que vendem mais, o que possibilita fazer um pedido maior, acarretando redução de custo.

Definição da margem de lucro

Definir a margem de lucro é muito importante na hora de fazer a precificação de produtos. Isso ajuda, inclusive, a visualizar o preço final sob a perspectiva do consumidor, pois uma margem exagerada nitidamente mostra que o produto está caro demais.

É importante frisar que o lucro é obtido pela diferença entre o faturamento e a despesa existente para comercializar o produto. Em um simples cálculo, um produto que custe à empresa R$ 50,00 e é comercializado por 150,00 traz uma margem de lucro bruta de 200%. Porém, esse exemplo não se aplica a todos os casos.

Há um fator que pode diminuir essa porcentagem: a taxa das operadoras de cartão de crédito ou gerenciadoras de pagamentos. No caso de compras feitas dessa forma, é fundamental já ter esses custos incluídos no cálculo, pois eles diminuem a margem de ganhos.

Se a compra for feita à vista em dinheiro, há duas possibilidades em relação ao preço: mantê-lo ou conceder um desconto ao cliente para incentivar essa forma de pagamento (caso isso seja do interesse da sua empresa, é claro).

Estudo do mercado

Todos os fatores citados acima precisam ser chancelados por um maior ainda: o mercado. De nada adianta fazer todos os cálculos sem verificar os preços dos concorrentes.

A capacidade financeira do seu público também é um fator muito relevante, pois, se o seu negócio se localiza em uma região mais popular, não pode praticar os mesmos preços de um empreendimento do mesmo nicho que atue em área nobre da cidade.

Também há outros aspectos de mercado, como períodos de fluxo maior e menor. Uma loja que atue com produtos típicos de verão pode cobrar mais pelos seus produtos nessa época tanto para aproveitar a grande demanda do público como para obter um bom capital de giro para manter as operações no restante do ano, quando a demanda é menor.

Nesses períodos, a tendência é ter que diminuir o preço para gerar vendas, já que o interesse do público também diminui.

Transmissão do valor agregado ao produto

Há situações em que o preço acaba pouco importando para o cliente, sabe por quê? Pelo fato de ele ter consciência total sobre o valor agregado do produto, eliminando, assim, qualquer objeção sobre a compra e o preço cobrado.

Há muitas empresas que fazem isso. Um exemplo clássico é a Apple, pois, além da qualidade do produto em si, há a qualidade da experiência oferecida. Você pode comprar um celular ou um notebook pela metade do preço ou até menos, se quiser, porém, não terá o valor agregado e a sensação gerada ao adquirir um produto dessa marca.

Mas isso também pode ser feito por empresas de qualquer porte. Para ter sucesso nessa empreitada, é preciso ir além do simples conceito de venda e apresentar soluções diferenciadas, seja em relação ao produto ou a toda a estrutura por trás da relação entre empresa e cliente, como a qualidade do atendimento, suporte e pós-venda.

Todos esses elementos ajudam a agregar valor ao preço final, mas, para que eles possam estar presentes, é preciso criar uma cultura organizacional que permita isso. Essa cultura exige organização, conhecimento sobre técnicas de marketing (contar com ajuda especializada aqui é uma boa saída) e investimento no fortalecimento constante da sua marca.

Precificação de produtos em e-commerce

Esse processo, quando no e-commerce, segue alguns dos preceitos citados, mas também tem características próprias. É fundamental compreendê-las para não cometer alguns erros cruciais, como deixar os mesmos preços por muito tempo, visto ser necessário considerar as variantes do mercado, inflação, aumento do custo, impostos, etc.

Uma solução é automatizar esse aumento, já que isso facilita muito o gerenciamento de preços, principalmente para quem tem vários produtos em sua loja virtual. Sob esse aspecto, é muito válido utilizar a tecnologia como aliada.

Quem não emprega esse tipo de recurso precisa de muita disciplina para não se perder e criar relatórios gerenciais que possam otimizar a execução desse tipo de tarefa.

Outra questão fundamental para quem atua nesse modelo de negócio é a maior facilidade em monitorar os preços dos concorrentes, o que pode ser feito em poucos cliques. Tal medida é essencial para conseguir preços mais competitivos.

Porém, essa prática precisa ser feita com cuidado. Simplesmente ter o menor preço não é garantia de vantagens para a sua empresa, pois o grande volume de vendas pode até gerar prejuízo, caso a margem de lucro seja muito pequena e os custos operacionais, grandes.

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