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O varejo em transformação

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A pesquisa Global Total Retail Survey 2016, da PwC, mostra que os consumidores online vão virar o varejo do avesso – de novo. Quase metade dos 23 mil entrevistados (46%) compram produtos através dos smartphones pelo menos uma vez por ano. Em 2015, a taxa era de 40%. No Brasil, são 51% que usam os celulares para pesquisar produtos.

Segundo a PwC, uma nova revolução está por vir. O comportamento a ser observado, segundo a consultoria, é o dos consumidores chineses. O principal hábito que se destaca por lá é o mobile commerce, responsável por 65% dos negócios.

A outra tendência tem a ver com preço e valor. Embora o valor seja importante, o preço ainda é fator decisor. Se o valor é resultado da conveniência e da experiência, 60% dos entrevistados ainda dizem que o preço é determinante para comprar um produto. Logo depois vem a confiança na marca e o estoque disponível do seu objeto de desejo.

A importância do preço

No Brasil, 70% dos pesquisados preferem comprar de lojas internacionais se o preço for melhor. Na Itália, são 67%; 61% dos espanhóis acompanham; 48% dos franceses; 41% dos ingleses e 36% dos norte-americanos. Graças a isso, em 15 anos a Amazon chegou aos US$ 90 bilhões de vendas – e os comerciantes chineses entraram no mapa.

Com o aumento das vendas online, o número de consumidores passando pelas lojas caiu e a taxa de conversão ficou mais importante. E as informações disponíveis online também passou a ter maior peso. Segundo o estudo, 32% dos entrevistados no mundo inteiro afirmam que gostariam de verificar ofertas de outras lojas quando estão no ponto de venda. O índice sobe para 42% na Rússia, 41% na África do Sul e 40% na Espanha.

A internet não serve apenas para comparar preços. As redes sociais têm muito impacto no comportamento dos consumidores – e são uma ótima oportunidade para as marcas mostrarem sua autenticidade. A pesquisa mostra que 45% das pessoas leem comentários, feedbacks do uso de produtos e resumos das funcionalidades dos itens ou serviços. E 78% dos consumidores globais são influenciados pelas redes – contra 68% da consulta anterior.

As vendas voltam ao centro com a experiência de compra. Conhecimento dos produtos é o principal ponto, destaque para 40% dos entrevistados. Já benefícios, como lounges exclusivos, eventos exclusivos e distribuição de espumante, são importantes para 14%.

Enquanto isso, os programas de fidelidade seguem valorizados. Segundo a PwC, 91% dos consumidores de todo o mundo participam destas iniciativas. O consumidor também vê espaço para inovação. 17% dizem que seus lojistas favoritos lideram com opções de entrega diferentes, novos produtos ou disponibilidade de itens no estoque. 15% citam a experiência de compra e 14% os programas de fidelidade.

Os números brasileiros do estudo: 56% dos entrevistados são influenciados por comentários e resenhas; 51% comparam preços em seus celulares dentro das lojas; 70% tendem a comprar de lojas internacionais por conta do preço; 22% preferem itens vendidos por lojas locais.

Entre os 23 mil entrevistados, de 25 países, 54% compram online semanal ou mensalmente; 34% concordam que o smartphone se tornará sua principal ferramenta de compra e 67% dizem que ler e escrever avaliações em redes sociais influencia seu comportamento de compra.

Foto: Unsplash, Maliha Mannan

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